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"SHOCK OF THIS LIGHT" [10 Mar 2006|02:30pm]
The official compilation-release party will be held this Saturday the 11th March.
Thermidor will be featuring in the release. There will be several live-acts in the event.

Não percam:

Este sábado na Caixa Económica Operária.
E comprem uma cópia já agora.
:P

Programa:

Sci Fi Industries vs. Ghoak [Live vs DJ UnSet]


electro | break 'n' noise | strange electrónica MPC2000 vs SL1200, ou seja despique electrónico de sampler ritmico versus prato e vinil. Poucas formalidades envolvem este projecto work in progress que assentará em ambientes decompostos e batidas agressivas.


Beeper
Beeper é Bruno Mendes, arquitecto de formação e músico autodidacta. Em 2003 edita um CD com quatro músicas que difunde de mão em mão, recolhendo depois as críticas que ajudam à consolidação do projecto. Tendo como base movimentos musicais dos anos 90, Beeper junta o digital contemporâneo com silvos de processadores de 8 e 12 bits utilizados por consolas de jogos e programas de entretenimento. O resultado é a fusão entre ritmos e melodias IDM com uma grande carga tecnológica e a plasticidade de sintetizadores mais tradicionais (dentro do digital), como os chips SID.

Policuska
DJ set de Electro/Experimental.

Lançamento da compilação the shock of this light
que conta com :
Thermidor - Structura - Sal - Beeper - Manifesto - Trauma - Tarrafa - Saphira - Steamboat - Blasaure - Nitya - Zpoluras - Cottonoir - Flat Opak - Slow Soldier - Ghoak - The Beatiful Schizophonic - Mikroben Krieg - Sciencia - Samuel Jerónimo - In Tempus - L´Ego - Rasal.Asad - Sci Fi Industries - The Ultimate Architects - Shhh... - [F.e.v.e.r.]

:: organização ::
Caixa Económica Operária
THISCO
Data Volt
Alquimia
Chilli com Carne
Connexion Bizarre
Phono
Base Rec.
Sindicato

SAMIZDATACLUB
CaixaEconomicaOperaria@gmail.com
Hélder Castro [Exposição]
Democratização da Arte/Arte Portátil. "Transições" (exposição).

"É um manifesto contra a condição da arte actual, que nos últimos anos abandonou o objecto artístico, em favor do conceito e no fundo distanciando-se das pessoas. As pessoas são e devem ser o fim da arte. As paisagens 12 cm x 12 cm em platex, são um manifesto para a democratização do objecto e discurso artístico."



--------------------------------------------------------------------------------

SAMIZDATACLUB é um espaço ultracultural de confronto/especulação/experimentação artística e social incentivado por um colectivo de editoras discográficas, banda desenhada, produtores musicais, djs, vjs, designers que assim decidem dar resposta a lacunas existentes no panorama artístico nacional através de sinergias e parcerias, troca de ideias, de forma a criar uma efectiva rede de disseminação de informação por canais alternativos.
3 Dead_Souls| Burn!

[02 Feb 2006|02:09pm]
I feel I'm walking outside, circled around me are these faceless figures, watching me, as if they're waiting for something to happen, then it happens...

Thermidor [27 Jan 2006|02:20pm]
[ mood | grateful ]

...then I saw...a new Heaven...

Espero ver alguns de vós no Domingo.
Bom fim de semana.

1 Dead_Soul| Burn!

Thermidor ao vivo no Barreiro [25 Jan 2006|04:33pm]
[ mood | excited ]


Free Image Hosting at www.ImageShack.us

Vemo-nos por lá!
;)
6 Dead_Souls| Burn!

Bravo Luís! [21 Dec 2005|02:01pm]
[ mood | grateful ]

Luís Brito Pedroso estreia-se no universo literário: “Poema Seis” uma metáfora sobre os homens
Quarta-Feira, 21 de Dezembro de 2005
Texto: Maria Ricardo/Fotos: Luís Brás

Esta estreia na literatura é fruto de quê?
Comecei a escrever há uma dúzia de anos, contudo, com a entrada na faculdade, a escrita ganhou maior importância na minha vida, paralelamente com a leitura, e fui fazendo algo a que chamava pequenos livros, até ao momento em que senti a necessidade de ser lido. Os textos que compõem o “Poema Seis” foram escritos entre Janeiro de 1999 e o Outono de 2000, exactamente na época em que experimentei a vontade de ser publicado. Entretanto, os anos passaram, fui fazendo mais trabalhos, até que a Papiro me sugeriu que enviasse uma proposta de publicação. Obviamente que não pensei duas vezes e mandei o que havia escrito na fase em que apeteceu editar, ou seja “Poema Seis”.

É então uma obra impulsionadora?
Sem dúvida que este livro tinha de ser o primeiro. Depois de tantos textos escritos, os que agora são publicados deram-me os primeiros sinais da necessidade de partilha.

Contudo, durante cinco anos deixou os sinais adormecidos…
É verdade, nunca fui muito insistente. Tentei outras editoras mas sem grande perseverança. Até mesmo o encontro com a Papiro foi um acaso que aconteceu quando abri o Diário de Notícias e vi o anúncio. Mandei um e-mail, responderam-me passados dois meses a pedir a proposta e em menos de sessenta dias a minha obra é lançada.

O seu curriculum diz que despertou tardiamente para a leitura ao contrário da escrita…
A escrita despertou em mim por volta dos 15 anos, enquanto a leitura só pelos 18, quando entrei para a faculdade. O convívio com os meus colegas de curso de arquitectura foi decisivo, pois a maioria tinha um grande interesse pela literatura e eu que já escrevia vi crescer a vontade de conhecer e alimentar-me com outros escritor, encontrar referências e fortalecer o papel intocável que a escrita tem na minha vida.

Até então não tinha referências?
Não tinha referências literárias, nem vontade de ler qualquer autor.

Como é que explica a apetência para a escrita…
No início, tinha a ver com o que acontece com a maioria dos adolescentes. A necessidade de exprimir qualquer coisa… a catarse. A alguns, mais tarde, é revelado que é algo mais, uma necessidade mais profunda que acaba por se transformar numa actividade compensadora.

Não obstante a necessidade de escrever formou-se em arquitectura…
Existe uma certa ligação entre as duas áreas. Não sei se será o meu caso…mas a literatura evoca a imagem visível na arquitectura. No fundo, são duas variantes artísticas.

Actualmente, o que é que pesa mais?
É muito difícil responder. A arquitectura paga as contas, enquanto a literatura me mantêm equilibrado, ou seja remunera o meu interior…

Já referiu que tem mais textos escritos. São todos em poema?
Tenho escrito sempre poemas soltos, apesar de terem uma ligação entre si, como o que agora é editado. Apenas um dos meus trabalhos sai deste registo, assumindo-se como uma espécie de poema longo… que espero publicar no futuro.

É então na poesia que se quer afirmar?
Nada está planeado, apesar de todas as minhas obras serem no campo da poesia, excepto textos que tenho feito nos últimos tempos que se afiguram como pequenas prosas de uma página, muito livres…

Tem certamente poetas de referência…
Três poetas de referência: Herberto Helder pela palavra e pela força; Al Berto pela imagem; e Mário Cesariny pela atitude.

Qual a mensagem de “Poema Seis”?
“Poemas Seis” é uma metáfora para falar da vida dos homens, dos sítios que eles habitam, das suas consciências que são as abelhas-residentes em favos/células hexagonais com seis lados. Daí o título. Este livro é, acima de tudo, uma colectânea de poemas organizados por secções que transportam o leitor para uma viagem ao interior de cada um, seguindo-se uma parte autobiográfica e, posteriormente, o abstracto. A tendência é uma progressiva e obsessiva escavação do eu próprio…


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Luís Brito Pedroso nasceu em Lisboa, no Hospital de Santa Maria, no dia 24 de Dezembro de 1977. Viveu quase toda a vida em Barcarena, uma aldeia do concelho de Oeiras, mantendo sempre o contacto com Lisboa, potenciado após o ingresso no curso de arquitectura da F.A.U.T.L.. Teve assim um crescimento estimulado tanto pela cidade como pela ainda pequena e calma aldeia. O percurso académico foi decisivo na formação da sua identidade e da sua sensibilidade criativa, desde os contactos humanos lá estabelecidos à aprendizagem propriamente dita. A mente foi-se abrindo através do conhecimento daquela a que gosta de chamar a “sua” cidade, tantas vezes mencionada nos seus textos, à medida em que nela se embrenhou, em que lhe descobriu os cantos e as noites. O gosto pelos livros terá talvez sido tardio, mas hoje são parte importante da vida do autor que, como tantos outros, começou a escrever na adolescência para satisfazer uma necessidade pouco definida de se exprimir.

--------------------------------------

O Luís que com paciência infinda me levava todos os sábados a casa depois de noites de loucura na Juke...passou já tanto tempo disso..
Um grande abraço meu amigo.

Entrevista em Notícias da Manhã

Burn!

Lançamento de livro 'Poema 6' [05 Dec 2005|03:38pm]
[ mood | confused ]

O meu amigo Luís vai editar o seu primeiro livro. A festa de lançamento será no próximo dia 19 de Dezembro.

Do seu blog pessoal:

Faltam quinze dias...
...para ser lançado o meu primogénito, "Poema seis". Não é perfeito, mas gosto muito dele. Espero que vocês o leiam e que gostem e espero que venham a ler os sucessores. Não prometo muitos, mas certamente serão vários... O lançamento terá lugar no próximo dia 19 de Dezembro, segunda-feira, pelas 22 horas, na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, em Santos.

Fica para vossa avaliação a frente da capa do livro, feita sobre um desenho do meu camarada João Ó.


Burn!

Tip [11 Nov 2005|02:15pm]
[ mood | drunk ]

INDUSTRIEPALAST

On CD#08 Koji Tano Tribute. Amazing.

http://www.steinklang-records.at/koji-tano.html

Burn!

TEST [10 Nov 2005|09:01am]


2 Dead_Souls| Burn!

WWAAAAAAAAAAAAAAHYYYYYYYYYYY! KUMBAYAAAA! [04 Nov 2005|09:58am]
[ mood | ecstatic ]

Come along dudes and dudettes. lol

FESTIVALMAU''05 PRESS-RELEASECollapse )

8 Dead_Souls| Burn!

This is good [27 Oct 2005|09:45am]
[ mood | lazy ]

http://www.derfeuerkreiner.it/

11 Dead_Souls| Burn!

THISCO party edit [26 Oct 2005|12:10pm]
[ mood | amused ]

Electro l Break´n´Noise l Strange Electrónica
na Caixa Económica Operária
Caixa Económica Operária
Rua Voz do Operário, 64
(Graça) Lisboa
eléctrico 28
autocarros 34 e 26
 
Dia 29 de Outubro 2005, Sábado, 22.30, Entrada Livre
 
Sci Fi Industries vs. Flat Opak + Slow Soldier, live
Structura, live
L´Ego, Video projecção
Dj Goldenshower
 
Apoio:Thisco l Sindicato l Connexion Bizarre l Alquimia l Chillicomcarne l
         Phono l Base rec.
 
 
Sci Fi Industries
Ainda em plena divulgação do terceiro album "The Air Cutter" Thisk.17 e após elogiosas palavras aos dois anteriores trabalhos em praticamente toda a crítica especializada europeia, Luís van Seixas apresenta-se mais uma vez ao vivo em despique com Flat Opak e Slow Soldier. Nesta batalha de ritmos electro-industriais e drum´n´bass destaca-se a assinatura muito pessoal do projecto que combina beats produzidos à velha escola e ambientes de cariz orgânico.

"Sem exagero, Air Cutter é manifestamente o melhor disco de toda a carreira do projecto Sci-Fi Industries e um dos melhores da cena da música electrónica em Portugal dos últimos anos. (8/10)" Mondo Bizarre - Portugal

"all is conceived, arranged, superimposed and mixed with an exacerbated engagement and musical quality which catch the listener and do not release it any more." Octopus - France

"talent of textures and synthetic melodies which are interlaced on a sometimes shifted rhythmic groundwork" Coda Magazine - France

 
Flat Opak
Miguel Seixas tem demonstrado uma aptidão nata na composição rítmica e como catalizador das noites dançantes da Thisco. Uma Groovebox e alguns efeitos externos são espremidos até aos seus limites físicos de modo a garantir movimentos musculares da assistencia. Electro puro e duro.
   
 
 
Slow Soldier
João Ribeiro aka Slow Soldier divide o recente ep duplo "Sloppy Seconds" thisk.28 com Flat Opak e demonstra igualmente uma componente rítmica altamente dançável com travos electro e trance. Tem participado em inúmeros eventos e projectos electrónicos.  
"... “Nose Click” é provavelmente o mais excitante tema editado pela Thisco em 2005, lado a lado com “Murnaus Absistencia” de Sci-Fi Industries. A forma de como são utilizados os órgãos e a transição destes para sons electrónicos dotados de batidas generosas, é simplesmente maravilhosa, soando a algo produzido num sótão bolorento algures perdido numa qualquer cidade industrial.
“Nose Click” é um tema que Grandmaster Flash teria, por certo, muito gosto em descobrir… " Samuel Jerónimo In Phono
 
 
 
Structura
Nascido em 2000 em Lisboa, Structura é um projecto de exploração sonora tendo como principais ferramentas a composição electrónica, a modulação de frequências e efeitos, o cut-up (de textos), a spoken-word, Djing, Sampling, o video e outros.
Structura trabalha sonoridades normalmente associadas a correntes da electronica experimental como o Ritmic-Noise, Power-Electronics, Break'n'Noise, IDM, Spoken-Word mas com liberdade suficiente para não se deixar prender pelas mesmas.
As composições sonoras de Structura estão ligadas a conceitos, imagens, referências literárias, cinematográficas e de outras artes.
 
L ´Ego
Eurico Coelho é o homem por detrás do multifacetado projecto multimédia L´Ego e dos consagrados pais do electro-industrial nacional - os H.I.S.T..
Recentemente tem vindo a compilar um extenso trabalho video de animação 2D e 3D que servirá de base visual às prestações dos projectos acima referidos. A par disto editou muito recentemente o CD " Os Ladrões do Tempo" Thisk.30 da peça multimédia homónima pelo Teatro do Mar.
 
Dj Goldenshower
DJ GoldenShower queria ser um DJ panilas do Electro mas como gosta de Metal e outras coisas na vida decidiu continuar heterosexual e passar toda a espécie de música que gosta. Entre as várias festinhas e barzinhos por onde tem posto música só foi expulso uma vez, o que não é mau. Junto com Ovelha Negra organizam as violentas noites Industrial XXX. Vive com Axima Bruta e juntos participam no www.gentebruta.blogspot.com e na revista Underworld / Entulho Informativo.
Está integrado nos Osama secret lovers, um colectivo de un-dj's - pessoas que a) gostam de música b) que tem uma colecção considerável de boa música c) que gostam de partilhá-la em espaço virtual e físico d) fazem DJihad ao Bairro Autismo!
7 Dead_Souls| Burn!

[09 Sep 2005|09:20am]
[ mood | sad ]



«O HARA-KIRI DO SILÊNCIO»

Não, senhor Mishima! O senhor não nos interessa; o senhor pertence a um universo desconhecido, a uma longínqua galáxia onde os homens ainda se recusam a aprender a grande lição da sociedade de consumo: mete-te na tua carapaça, ocupa-te do teu estômago, refocila em tudo o que se possa comprar e vender, em tudo quanto possas apetecer graças ao crédito e às vantagens de que dispões. E aprende... e aprende tu, que és escritor, com esse Curzio Malaparte, torna-te cínico como ele e faz sorrir as gentes com o relato de como as mulheres do teu povo foram desfloradas pelo invasor ao ponto de uma donzela virgem se ter convertido num espectáculo digno de larachas.
É este o paradigma das redacções do jornais que, em todo o mundo, falam o patuá de Moloch: esta, a razão pelo qual o gesto do escritor japonês, duas vezes candidato ao Nobel de Literatura, personalidade tida como fulgurante nos géneros da narrativa, do conto e da novela, mereceu tão escassa atenção dos chamados meios de comunicação social que, a ritmo crescente, e de acordo com os avanços da técnica, se converteu, cada vez mais, em meios de opressão entre os homens e de incomunicabilidade entre as comunidades.
A história do escritor que aureolado pela fama internacional, best-seller no seu país e nos Estados Unidos, um belo dia decidiu praticar o hara-kiri em presença de um general que esqueceu deveres, poderá parecer um acto de fanatismo se não for esclarecido desde a origem. É o que vamos tratar de fazer, a fim de não termos de passar pela vergonha colectiva de ignorar uma vida consagrada toda ela ao amor da Pátria e do povo. Esta, como se vai ver, é também a história que se opõe à materialização dos espíritos, de um rebelde com causa, que não precisou de deixar crescer as guedelhas, não se deixou devorar pelo esterco, nem tão pouco agitou bandeiras demagógicas para chamar a atenção sobre a sua doutrina e a sua filosofia, de resto bem simples: acima do povo, a Pátria; acima da Pátria só a sombra de Deus.
«Há uma coisa que não entendoo que os nossos militares confundam a ideia do Japão com a do Imperador e que nunca tenham considerado a eventualidade de não haver Pátria possível desde que a ela se subtraiam os seus filhos. É isto, justamente, o que ocorre no Japão actual: existe uma grande insensibilidade, uma extraordinária incapacidade nacional para ver que deixámos de ser um povo soberano, com uma cultura várias vezes milenária, e nos convertemos em mais uma colónia do imperialismo norte-americano, da sua pastilha elástica e das grandes marcas das suas indústrias internacionais. A chuva de dólares que, por outro lado, cai do lombo do povo trabalhador, alienou a tradição da honra nacional.»
Isto se transcreve de um artigo de Mishima. O escritor iniciou a sua actividade de jornalista imediatamente depois da guerra. Para o povo japonês, esta terminou, como se sabe, com os holocaustos de Hiroshima e Nagasaki ao deus da civilização democrática.
Vinte anos antes, Yukio nascia num dos bairros elegantes de Tóquio. Seu pai, vinculado ao partido de Tojo, veio a ser subsecretário-geral do Ministério da Agricultura e sua mãe, pertencente à aristocracia, era uma das damas de companhia da Imperatriz. Completavam a família dois irmãos: o mais velho viria a ser membro destacado da diplomacia nipónica: a irmã morre aos dezassete anos.
A infância de Mishima foi bastante triste. Ele mesmo o confessa: «Meu pai era quase um desconhecido que eu via apenas nas festas tradicionais, quando o clã familiar se reunia. Sendo a minha família constituída por umas quatrocentas pessoas, mal me dedicava a sua atenção. Quanto a minha mãe, o seu carinho era exagerado, ao ponto de ficar em cuidado quando eu saía com amigos, tanto em criança como mais tarde, já mocetão».
O facto de Yukio não mostrar apego de maior pelo estudo levou o pai a colocá-lo em lugar subalterno do Ministério da Agricultura. Queria que ele fosse engenheiro, embora a vocação de Mishima tendesse mais para as Belas Artes e para a Literatura.
Quando aluno do Instituto Sakhumiu, aí por volta dos treze anos, Yukio, que se refugiava nas letras para furtar-se à pressão paterna e à asfixia que lhe causava o ambiente do lar destruído à míngua de amor, escreve a sua primeira novela, uma novela que nunca teve título e que narrava a bela história de um condenado, evadido da prisão, que na fuga encontrou um garoto que lhe oferece flores. O condenado, apesar da pressa que levava, uma vez que era perseguido pela polícia, esquece-se de tudo e vai de passeio com o seu amiguinho. Este acaba por convidá-lo a ir comer a sua casa, onde chegam depois de várias peripécias. O pai do garotito, inteirado de que o homem é um trânsfuga da justiça nega-lhe hospitalidade. O evadido então retira-se, mas, à guisa de recordação daquele dia, leva com ele o ramo de flores. Dois anos mais tarde, em 1940, escreve a sua segunda obra. Desta vez, com título: O Bosque Florido. No entanto, a sua vasta produção inicia-se, de facto, imediatamente após a guerra. Trabalha então num vespertino, o que lhe permite escrever durante a noite. Com paixão de artista, deveras sensível à situação política e social do país, que sofre na altura a presença ultrajante das tropas norte-americanas e os abusos de toda a ordem cometidos por elas, entrega-se devotadamente à criação literária, erguendo verdadeiros tipos populares, arrancados ao meio ambiente nipónico de então. Idealiza uma espécie de episódios nacionais (à maneira de Benito Pérez Galdós) série encetada com A Pequena de Ouro — seu primeiro best-seller — e prosseguida com Sabor de Glória nas livrarias, forçando os editores a sucessivas edições. Este livro atinge a consciência do povo japonês e, com o tempo, converter-se-á num dos breviários mais caros aos militantes do movimento nacionalista, que com ele argumentam, reivindicando a retirada das tropas dos Estados Uniddos.
A popularidade de Mishima cresce continuamente. No Japão lê-se muito e o ramo editorial é um grande negócio. Existe uma autêntica literatura de massas: os diários, revistas e outras publicações abundam nos quiosques e livrarias, a um preço acessível, encontrando sempre um público ávido de consumi-los. Os escritores são muitos, embora só dois deles sobressaíam com nitidez. Um, é o velho deus Kawabata, alcandorado a sumo sacerdote da literatura; os seus livros possuem larga audiência popular, alimentam espiritualmente o povo ao mesmo tempo que dele inspiradamente se nutrem, e o reflectem, em fresco prodigioso, multitudinário, do qual o novelista extrai como heróis e heroínas exemplares, os delicados personagens da sua pena.
Pouco antes da sua morte, cerca de uma semana antes, em entrevista dada ao italiano Giuseppe Grazzini, que quis saber qual a obra que Mishima estava preparando, responderá assim: «Creio que estou a ultimar a minha obra definitiva, aquela que maior trabalho me tem dado, mas a que realizei também com mais ilusões. Há cinco anos que lhe dei início e estou prestes a concluí-la. Compõe-se de cinco volumes e neles faço a narração de uma epopeia: a do meu povo e da minha Pátria através dos séculos. A história gira ao redor de uma família: os membros que a constituem morrem, mas as tradições continuam a ser incessantemente cultivadas através das gerações que sintetizam, no seu conjunto, o espírito permanecente da nação.»
Politicamente, Yukio Mishima reclamava o direito que assistia ao povo japonês de recuperar a sua soberania e de desfrutar da justiça social: era partidário da conservação das tradições, desde que estas não entorpecessem a adaptação do país à técnica industrial contemporânea, sem, contudo, jamais se sacrificar o homem a imperativos que não fossem os do humanismo social que defendia.
«A morte» — disse ele, em certa ocasião — «é uma espécie de castigo eterno, infligido à materializada sociedade ocidental que vive afastada da Natureza. Para nós não o é, de modo absoluto, uma vez que nos consideramos parte integrante da Natureza. Devido a isto, a morte, aos olhos do meu povo, é um prémio, algo assim como a transformação, a libertação da matéria. Morrer é partir, não desaparecer. Outrora, o mundo cristão, creio, tinha igual ou semelhante filosofia. E foi então que logrou consolidar-se. Pois bem: nós queremos recuperar plenamente esse estilo de vida e aplicá-lo a uma grande política nacional e popular. O contrário seria o mesmo que aceitar a hibernação indefinidamente da alma japonesa.»

texto completo aqui

Foi trazido á minha atenção por dentrodeti_oh
11 Dead_Souls| Burn!

[07 Sep 2005|02:03pm]
[ mood | happy ]

Finally and after a lot of trouble...
I got my fucking EVOLVER!
Yeah!

Weirdzo tunes here I come!



Finalmente o meu mais actual e esquisito synth!
13 Dead_Souls| Burn!

[07 Sep 2005|09:34am]
[ mood | nauseated ]

Notes on the intelligent MachineCollapse )

Burn!

On Intelligent Design - WARNING: not for feeble mindsets [02 Sep 2005|11:58am]
[ mood | contemplative ]

A long read, but well worth it (Hah, how I miss physics classes):


By John Derbyshire

Teaching Science
The president is wrong on Intelligent Design.


Catching up on back news this past few days — I was out of the country for the first two weeks of August — I caught President Bush's endorsement of teaching Intelligent Design in public school science classes. "Both sides ought to be properly taught," President Bush told a reporter August 2, "so people can understand what the debate is all about."


This is Bush at his muddle-headed worst, conferring all the authority of the presidency on the teaching of pseudoscience in science classes. Why stop with Intelligent Design (the theory that life on earth has developed by a series of supernatural miracles performed by the God of the Christian Bible, for which it is pointless to seek any naturalistic explanation)? Why not teach the little ones astrology? Lysenkoism? Orgonomy? Dianetics? Reflexology? Dowsing and radiesthesia? Forteanism? Velikovskianism? Lawsonomy? Secrets of the Great Pyramid? ESP and psychokinesis? Atlantis and Lemuria? The hollow-earth theory? Does the president have any idea, does he have any idea, how many varieties of pseudoscientific flapdoodle there are in the world? If you are going to teach one, why not teach the rest? Shouldn't all sides be "properly taught"? To give our kids, you know, a rounded picture? Has the president scrutinized Velikovsky's theories? Can he refute them? Can you?

(full article here)

Para quem gosta de poesia, o site do meu amigo Luís. Este último poema que é aliás um dos primeiros - Espinhos #5, conta já com 10 anos - vai de encontro ao tema do artigo, de alguma forma.

http://lup51.blog.simplesnet.pt/

2 Dead_Souls| Burn!

Candy Coloured Clown [31 Aug 2005|09:02am]
[ mood | calm ]

A candy coloured clown they call the sandman,
Tiptoes to my room every night,
Just to sprinkle star dust and to whisper,
Go to sleep everything is alright;

I close my eyes and I drift away,
And to the magic night I softly say,
A silent prayer, like dreamers do,
Then I fall asleep to dream my dreams of you;

In dreams I walk with you,
In dreams I talk to you,
In dreams you’re mine, all of the time,
We’re together in dreams, in dreams;

But just before the dawn,
I awake and find you gone,
I can’t help it,
I can’t help it if I cry,
I remember when you said goodbye.

It’s too bad that all these things,
Can only happen in my dreams,
Only in dreams,
In beautiful dreams,
Only in dreams,
In beautiful dreams.

2 Dead_Souls| Burn!

HAHAHHAHHAHAHAHAH...I'm gonna miss this dude [24 Aug 2005|10:11am]
http://www.livejournal.com/users/epsilonminus/526998.html#cutid1
Burn!

IMPROV_ELECTRIC FARO 2005 [17 Aug 2005|09:59am]
[ mood | happy ]

CONCERTO IMPROV-ELECTRIC EM FARO A 11-08-2005, REVIEW E IMAGENSCollapse )
15 Dead_Souls| Burn!

THERMIDOR [08 Aug 2005|11:16am]
[ mood | accomplished ]

Evento IMPROV-ELECTRIC
Local IPJ - Faro
Descrição
Organizado pela 'Olfacto pela Forma' - http://www.olfactopelaforma.org/
o improv-electric foi recentemente inserido no Dia Internacional da Juventude,
promovido pelo IPJ.

Temos o prazer de informar que o line-up está completo (ordem aleatória):

-raks remonius

-nalalana

-the beautiful schizophonic

-thermidor

-limbo warriors

 
Thermidor, projecto de Dark Ambiental paralelo a Cryptus Project - fará a sua primeira aparição ao vivo. 
 

 

THERMIDOR

O lado escuro do sonho exprime-se numa sinfonia de reminiscências, quiçá de um passado-futuro nunca nosso, aquele que na distância excita a imaginação. Construindo paisagens de som eléctrico, eclético, procurando a liberdade nas emoções difusas, pintando o espaço com estranhas vozes que perpetuam desejos de vida - e morte - tu nascestes Thermidor. Em ti mil palavras se fundiram numa única voz de intenção, de mil caminhos interrompidos e novos começos és feito, de fins para sempre esquecidos, tu és contínua renovação. Em ti o calor das eras se acumula, como erosão da memória do que nunca foi. Em ti Thermidor renasce a Fénix uma vez mais...

 
 
Mais info acerca do local:
 
DELEGAÇÃO REGIONAL DE FARO

do Instituto Português da Juventude

Rua da PSP - Apartado 377
8000 - 408 Faro

Telefone: 289 89 18 20
Fax: 289 80 14 13

Nome do responsável: Virgínia Alpestana
E-mail: ipj.faro@ipj.pt

16 Dead_Souls| Burn!

[01 Aug 2005|10:49am]
[ mood | Demonic ]

TV Demonism
[This letter - purportedly addressed to Andrew Davenport, Co-creator and writer of the Teletubbies - was recently forwarded to us in Shanghai for unknown reasons. Considering it had some measure of hyperstitional significance, we are reproducing it here.]


Dear Sir;

I am troubling you with this letter both to elicit information and to express certain concerns. Hopefully, it will be evident that it is written with the very greatest respect, from one long schooled in the arcane sciences to another.

Having carefully studied your popular children’s television show ‘Teletubbies’ for many years, I am confident I have gained a basic mastery of its essential content. Please forgive me if I suggest this understanding was acquired with greater ease than is altogether healthy, or compatible with appropriate hermetic prudence on your part. To be frank, the teletubbies wear their occult pedigree on their furry jumpsuits - their direct derivation from the five diplodemons of Sumatran time sorcery being starkly apparent to any but the most vegetative ignoramus.

Thus, the obvious question arises: what happened to the fifth Teletubby?


Please understand that I am not questioning the necessity of this excision. It goes without saying that the ‘supervisory authorities’ (of which, I trust, no more need be said) would have demanded it, if an elementary instinct for self-preservation had not already done so. Only a lunatic would fight for the right to spread Pentazygonic Lemurianism among the world’s infants. So my uttermost discretion can, of course, be assumed.

Nevertheless, my question remains. While theories and speculations on the topic of the ‘missing fifth’ are abundant in the relevant literature (where Noonoo, the Baby Sun, even the infant viewer have been proposed) these can all, in my humble opinion, be dismissed as groundless. The missing fifth must for obvious reasons of arcane science be of the same Suprageneric type as its four Similarchons, with appropriate discriminative name, height, intonation, colour-coding, antenna-form and magical weapon.

At the risk of self-contradiction, I must now append my warning to this request. While frustrated by the inaccessibility of the information specified above, I am also alarmed by the denuded hermeticism characterizing your show. Although we initiates of the arcane circle have long-understood that the future of religion on this planet approximates far more closely to the Teletubbies than to any existing organized faith, is it entirely wise to pronounce this truth so baldly to an ill-educated public? Such things have been occulted for a reason, I am sure you would agree.

Was it really necessary, for example, to so exactly portray the hideous ecstasies of the Tzog-Murtha ritual? A glistening vortex activates and the beings moan “Uh oh,” their eyes droop with bliss and they fall on their backs in technocosmic delirium. After the ‘big hug’ (is no blasphemy to be hidden from the world’s toddlers?) they clamber up ‘a hill’ and stand in the loose spectral formation, their antennae illuminated by the transmission and their belly monitors sparking with static from the Outer Spheres, as they await the Chosen One. It is rare indeed for even the most determined investigators into this abominable rite to have witnessed it unflinchingly portrayed in such comprehensive and graphic detail.

Even those entirely innocent of the Tzog-Murtha cults cannot but be struck by the sorcerous inclinations of the show, with its incantations and manifestation of objects through “songs.’’ More provocative still is the Baby Sun who mocks God the Father, Logos and the universe of adult authority with its inarticulate burblings and chaotic mirth.

These incautious references are given a further ominous twist by the blatant Lemuro-Cybergothic dimension of the teletubby mechanoverse. Those the Chinese insightfully translate as the “Antenna-babies” (Tianxian Baobao) are the fully cyborgian inhabitants of a futuristic underground bunker whose ‘parents’ have been replaced by an semi-intelligent autonomous vacuuming unit called Noonoo, combined with a complex subterrestrial acoustic apparatus. Their highly-synthetic diet, produced entirely by machines, consists exclusively of ‘tubby custard’ and ‘tubby toast’ a reiterated affront to the very idea of organic nourishment.

Finally, allow me to draw your attention to a recent article by media commentator Rev. Douglas Frushlee entitled The Tubby Minions of Satan. In this piece, intended to warn parents against the show, he describes it as an “unrelenting festival of bionic barbarism” and refers explicitly to “Indonesian demonism.” If Frushlee, who in all charity is not the sharpest pencil in the box, can be picking up so clearly on the occultism of the series, you can be confident that more sophisticated and powerful minds are tuning in to it as well, with consequences scarcely to be imagined.

Thank you sir for attention to these matters

Yours faithfully

P. B. Carruthers


Source? I'd only tell you if you already knew.

4 Dead_Souls| Burn!

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